Quem sabe hoje, meu olhar seja mais frio.
Quem sabe hoje, ainda exista um vazio.
Quem sabe agora, o amanhã já não importa.
Quem sabe, talvez, eu entenda essa insensatez.
É assim, nessa gangorra inerente, que vou seguindo daqui p frente.
Sem saber o que me espera. Apenas sonhar, quem me dera.
Passos firmes chão à fora. Lamentar não é a hora.
Dos amigos que perdi em tempos outrora, surgem apenas as lembranças que me aprisionam.
Mas assim, sem mais demora, na escuridão densa que já se forma. Busco sair da solidão que me apavora.
Quem dera hoje, eu pudesse ver.
Quem dera hoje, eu pudesse ser.
Quem dera hoje, eu pudesse ter.
Quem terá agora, tudo isso fosse embora.
Graciele dos Santos
